sábado, 25 de maio de 2013

''Na tolice da lágrima que caia, um reflexo que eu não conhecia estava de frente ao meu espelho, chorando e com os olhos avermelhados, talvez pelos infindáveis dias em que sua melancolia domina seu tempo. Sim, era eu, mas ao mesmo tempo não. Eu esqueci que o espelho não reflete caráter, muito menos o que sente por dentro. Ele só diz aquilo que todo mundo vê, a mesma figura imperfeita. Ele só multiplica toda a dor e angústia que estiver morando em seu peito. Ele te leva pra viajar nas próprias tristezas do seu olhar. O espelho virou uma tortura. Somente mais uma. Não a mais dolorida, nem a mais viciante. Somente mais uma. Mas essa tortura era inevitável.''

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