Um grito de desespero, sem nenhuma canção de amor
sexta-feira, 19 de julho de 2013
‘‘Eu parei de chorar todas as noites. Assim como parei de pensar em qualquer pessoa antes de adormecer. Nas últimas madrugadas eu tenho pensado em mim. Eu nunca choro por mim, eu não tenho amor próprio suficiente para isso. Decidi viver os segundos como se fossem meus últimos. Mesmo que assim eu me faça mal. Já me acostumei com isso. Tenho minhas cicatrizes para me lembrarem todos os dias. Só espero não fazer outras.’’-
domingo, 2 de junho de 2013
Clarisse já estava há 3 horas em
frente o computador, sentia seu corpo cansado e seus olhos ardiam um pouco. Os
fechou com certa força, e abriu logo em seguida para continuar o que fazia. A
tela do computador estava desligada, suspirou fundo e apertou o botão da tela,
uma, duas, três vezes e... Nada.
-Eu não acredito nisso- Falou nervosa.
A luz
apagou. A porta do seu armário abriu
- Antes de começarmos, me prometa que vai manter
as luzes apagadas, e que esteja sozinha, eu sou tímido, quero que seja
especial.
-Q-quem é você?- Perguntou assustada
- Alguma vez você já sentiu uma sensação de estar sendo observada? Pois bem, sou eu. Você não deve acreditar agora, mas se eu te dissesse que por essas horas e horas que você está sentado em frente a essa tela, eu te observava? Enquanto você dormia, eu te admirava? Mas que motivos você teria para acreditar? Isso é apenas uma história, não é? Você já está grandinha para ter medo do que existe embaixo de sua cama. Você não precisa ter medo, afinal, você já olhou, e não tinha nada lá. Será que não? Será que o que seus pais te contavam antes de ir dormir, era tudo mentira?
- Alguma vez você já sentiu uma sensação de estar sendo observada? Pois bem, sou eu. Você não deve acreditar agora, mas se eu te dissesse que por essas horas e horas que você está sentado em frente a essa tela, eu te observava? Enquanto você dormia, eu te admirava? Mas que motivos você teria para acreditar? Isso é apenas uma história, não é? Você já está grandinha para ter medo do que existe embaixo de sua cama. Você não precisa ter medo, afinal, você já olhou, e não tinha nada lá. Será que não? Será que o que seus pais te contavam antes de ir dormir, era tudo mentira?
Ela levantou da cadeira, o coração batendo a mil, olhava em tudo a sua
volta, mais só havia a escuridão
- Não adianta olhar aos redores, você não vai me encontrar, mas será que por isso eu não existo? Porque você não me enxerga? Eu estou aqui, agora. Saia do computador, você já está a horas sentadas em frente a essa tela, talvez assim você consiga fugir de mim, eu estou mais perto do que você imagina. Não vai adiantar me procurar, eu já disse, então não vale a pena o esforço de olhar aos redores do seu quarto, eu não vou estar embaixo da sua cama, mas sempre estarei por perto, você é uma obra de arte, em breve fará parte de minha coleção, será minha preferida.
- Não adianta olhar aos redores, você não vai me encontrar, mas será que por isso eu não existo? Porque você não me enxerga? Eu estou aqui, agora. Saia do computador, você já está a horas sentadas em frente a essa tela, talvez assim você consiga fugir de mim, eu estou mais perto do que você imagina. Não vai adiantar me procurar, eu já disse, então não vale a pena o esforço de olhar aos redores do seu quarto, eu não vou estar embaixo da sua cama, mas sempre estarei por perto, você é uma obra de arte, em breve fará parte de minha coleção, será minha preferida.
Mordeu os lábios com força para impedir o
grito que cortava a sua garganta, lágrimas escorriam por todo o seu rosto, mais
não foi motivo o suficiente para a voz parar.
- Há anos te venero, te admiro, mas só agora, que você já sabe de minha existência, poderei te ter aqui, comigo, poderá me ver, assim como te vejo. Saia um pouco de casa, aproveite o tempo que te sobra. Tome um banho, troque essa roupa, você não vai sair na rua assim não é?
- Há anos te venero, te admiro, mas só agora, que você já sabe de minha existência, poderei te ter aqui, comigo, poderá me ver, assim como te vejo. Saia um pouco de casa, aproveite o tempo que te sobra. Tome um banho, troque essa roupa, você não vai sair na rua assim não é?
Cambaleou até a porta do quarto, tremendo, e começou a girar
freneticamente a maçaneta. A porta estava trancada.
-Antes
de você ir, espere, tenho uma ultima coisa a falar, troque essa roupa, hoje está
um dia quente, você está suada, e não vai sair na rua com essa roupa não é? Com
tantas roupas bonitas aqui dentro...
Clarisse parou, tomando coragem, e virou para
o seu armário.
- Já reparou
que a porta do armário está sempre aberta? Mesmo que seja só por alguns
centímetros?
Uma figura grande e sombria começou a passa
pela porta do móvel
- Já reparou que não importa o quanto você
tente fechá-la, basta que você saia e ela estará pelo menos um milímetro aberta
quando você volta?
Os passos lentos se
aproximavam
- Já reparou que quando pequeno você tem medo que pode haver dentro do seu armário? Já reparou que não importa o quanto você arrume suas roupas dentro dele, no outro dia pelo menos uma estará bagunçada?
- Já reparou que quando pequeno você tem medo que pode haver dentro do seu armário? Já reparou que não importa o quanto você arrume suas roupas dentro dele, no outro dia pelo menos uma estará bagunçada?
Cada vez mais perto.
-Já reparou que em pelo menos 50% das historias de terror os monstros saem do armário? Já reparou que a porta do seu armário faz um rangido quando aberta vagarosamente?
Parou em frente à garota
- Já reparou que você fala enquanto dorme?
A mesma escorregou pela porta, paralisada de
medo
- Não? Bom... Eu já reparei. - Riu melodiosamente-Acalme-se pequena criança, não vou te fazer mal, apenas gosto de te ver dormir.
- Não? Bom... Eu já reparei. - Riu melodiosamente-Acalme-se pequena criança, não vou te fazer mal, apenas gosto de te ver dormir.
sábado, 25 de maio de 2013
"Por
muito tempo eu procurei a morte. Ela se escondeu entre esse mundo todo,
entre becos da tristeza e campos da felicidade. Ela gosta de jogos,
gosta de chegar quando ninguém espera tão incansavelmente por uma
visitinha. Nessa busca, conheci sentimentos capazes de matar outros e
travei uma batalha dentro do meu próprio pensamento. Talvez eu não mais a
procure. Morri nessa batalha, minha alma morreu e deixou um corpo
vazio, incapaz de combater a força de uma navalha."
''O
ontem não foi capaz de prever o hoje, então sequer tente se proteger das
lágrimas do amanhã. Tudo vem rápido demais e as surpresas são a melhor
parte. E também a pior. Nem sempre são boas e nem sempre são
acompanhadas de pessoas que te fazem ou simplesmente farão você sorrir.
Você nunca saberá quem veio para te fazer chorar e quem veio para
recolher suas lágrimas e tentar colocar em sua face, um
mero sorriso. Por isso tente, se arrisque, chore pensando nos sorrisos
que passaram e nunca guarde para si, aquilo que trouxe de alguém. Os
números não são iguais, portanto sentimentos que pertencem a outra
pessoas, nunca farão bem a ti. Leia e se descubra. Sorria e dance. Fale o
que pensar. Mas não pense antes de falar. Quem pensa demais acaba um
poeta. E poetas não costumam seguir no que falam.''
''Hoje
faz um mês. Um mês que aprendi a sorrir e a ver sorrisos nas lágrimas
que antes enfeitavam meu mundo preto e branco. Passou tão rápido como um
conto, ainda tenho medo de cair dele e me ver numa realidade pior do
que estava tempos atrás. Tenho medo de ter que desacreditar em cada mera
ilusão que eu me disse que sim, era verdade. Por mais que minha mente
tenha me mostrado todos os obstáculos,
eu escolhi seguir em frente. Na verdade, eu nunca escolheria enfrentar o
mundo. Mas eu não estive só. Há um mês alguém segurou a minha mão e me
levou para um passeio por um mundo que me pertencia, mas eu nunca fui,
nem nunca serei dona de toda essa felicidade que esse mundo era capaz de
me dar. A felicidade sempre me incomodara um pouco, pois eu nunca sabia
como lidar com ela, eu não me conhecia sobre os efeitos dela. Há um mês
atrás, eu me joguei nas águas de uma correnteza que eu nunca conheci.
Um mês atrás eu aprendi a viver e hoje, quem me levou a esse passeio no
qual eu ainda não voltei, não se lembrou disso.''
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